Crônicas e Poesias

Através desse espaço partilho um pouco de minhas crônicas e poesias.



Domingo, Setembro 09, 2007

AINDA É TEMPO...



Ainda é tempo...
De renascer o tempo,
De reconstruir o Templo.
De buscar a fé,
De conquistar a Luz.
De cultivar o amor,
De colher perfume e flor.
De semear estrelas,
De regar sorrisos.
De acariciar o irmão,
De cantar a canção.

É tempo...
De amar o amor,
De sentir o vente do tempo
O silencio do Templo,
Para ficar em pé com a f’é,

Sempre é tempo,
De falar ao Supremo Criador,
Para que arquitete
Um mundo novo,
No coração do povo.

Onde só é permissivo
O amor e a fraternidade.
Onde cão e o gato,
Lobo e cordeiro,
Sejam amigos de fato
Por toda eternidade...
Exemplando os homens
Que aos poucos se consomem,
No exemplo atemporal,
Do espírito de natal,
Perto do bem, longe do mal.

Ainda é tempo...
Da paz universal,
Do amor fraternal,
Do bem sem o mal...
Do tempo, atemporal
Ainda é tempo, do tempo.
Do canto, do sonho
Do acalento.


postado por: DIOGENES GONZAGA DE MORAES 2:24 AM


Hominis est
Noite alta...
Luz ofuscante na terra,
Brilho de Deus na serra,
Homem que julga,
Homem que erra.
Durmo com a paz,
Acordo com a guerra,
É homem que erra.

Cantiga de roda,
Música da moda...
Sarau de piano,
Lá se vai mais um ano.
Durmo com a paz,
Acordo com a guerra,
É homem que erra.

E DEUS, lá do infinito,
Vê seu universo,
Perfeito e bonito,
Com amor ao reverso,
Triste poema de verso sem verso
De domínio reverso...
Ternário desfeito,
Homem imperfeito,
Hominis est

07/10/2006 – 22:01 hs – São Paulo

postado por: DIOGENES GONZAGA DE MORAES 2:23 AM


ENCÔMIO


Muitos buscam,
Essência primordial,
Uns alcançam,
Solstícios de LUZ!


Iluminados,
Resplendores
Maiores.
Alfa e ômegas,
Observadores
Solares.

Mestres
Auspiciosos,
Sublimes,
Solais
Obcônicos.
Numes
Solares


Lumens
Universais.
Zetéticos
Estudiosos
Sofredores.
Díade
Elementar.
LUZ,
Universal
Zênite.



São Paulo, 07/10/2006
(22:10 hs.)


postado por: DIOGENES GONZAGA DE MORAES 2:22 AM



Apocalipse



Silêncio!
Os alquimistas estão chegando.
Onde estão os hierárquicos arcanjos?
Onde está a Prima Materia?
Onde está a bússola filosofal?
Está na fonte celestial da vida,
Na fusão da água com o ar etéreo?
Corram!
Os alquimista estão calcinando,
Os pecadores da má vontade,
Da ignorância e da soberba.
Não haverá aquapermanens.
Fujam!
Os alquimistas estão vasculhando.
Os montículos da sepultura,
Ramos de canafístulas,
Mentes dementes.
Parem!
Os alquimistas estão pisando.
Ladrilhos de mosaicos,
Quimera bipolar da alma,
Vida e Morte,
Azar da sorte.
Espelho de fogo,
Cabeça revelada.
Sagrado e profano,
Justo e Perfeito,
Crepitar do fogo,
Os alquimistas estão partindo.
Visível mundo de Goethe,
Ótica arquitetada,
Construtores do Universo.
Silêncio resoluto!
Chegou...
DEUS,
Arquiteto absoluto.

postado por: DIOGENES GONZAGA DE MORAES 2:21 AM


Por quem choro.


Dizem-me,
Que não sei mais amar.
Dizem até,
Que meu canto não é cantar,
Que choro com os olhos da alma,
Que bebo da fonte calma.
Dizem até,
Que não sei mais chorar.


Porém, choro meu porém,
Com a dor pungente
De gente que perde gente,
Sem saber por quem,
De repente.


Mas choro, o choro da dor
O choro do amor.
Choro pelo brilho do luar,
Choro pelo teu sonhar,
Choro só por amar te amar.


São Paulo, 07 de outubro de 2006

postado por: DIOGENES GONZAGA DE MORAES 2:20 AM




Entremeios


Entre o meu e o teu Universo,
Existe um desconexo nexo.
Entre a tua e minha alma,
Um beijo cálido e clamor de calma.
Entre o teu sorriso e meu chorar,
Existe um jeito estranho de amar.
Entre os meus e os teus lábios,
Vários suspiros sábios.
Entre o teu e o meu desejo,
O hálito infinito do beijo.
Entre a minha e a tua salvação,
Desejos de perdição.
Entre o teu e o meu sonhar,
O infinito para te amar,
À luz do luar,
No mar,
No ar.


postado por: DIOGENES GONZAGA DE MORAES 2:20 AM



Menino João
(in memoriam)

Não chores por mim,
Chores por ti.
Por teu mundo imundo
Submerso no vazio profundo
Do fundo sem fundo.
Não chores por mim,
Chores por ti.
Por tua rua,
Que já é nua,
Nua realidade crua.
Não chores por mim,
Chores por ti.
Que testemunhas a morte,
Rindo da má sorte,
Faca sem corte.
Não chores por mim,
Chores por ti.
Pela tua sociedade,
Porta de iniqüidade,
Celeiro de maldade.
Não chores por mim,
Chores por ti.
Que vês o menino João
Arrastado no chão,
Morrendo sem perdão.

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postado por: DIOGENES GONZAGA DE MORAES 2:19 AM



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